Quando a missão vira coração
AUGUSTO NAVARRO
Chego à casa de Laura por volta das seis da manhã. A mala já está arrumada, a bolsa pronta. Mas é ela quem me desmonta. Linda. Linda de um jeito que não é só aparência — é presença, é serenidade, é a luz que preenche o vazio de anos meus.
Aproximo-me devagar, seguro sua mão. Sinto meu coração disparar como se fosse a primeira vez que encaro uma batalha, mas não é medo de perder — é medo de não ser digno.
— Laura… — começo, a voz baixa, grave.