Quando a guerra deixa de ser silêncio e ganha rosto
ANDRÉ MARTINS
Entrei na minha sala e quase cuspi o café que ainda segurava.
A vadia da Isabella estava ali.
Não só estava, como tinha invadido minha cadeira, jogado a bolsa sobre a mesa e estava cuspindo ódio como se fosse dona da porra toda.
— Onde ele está, André? — rosnava, os olhos faiscando.
Cruzei os braços, encostado na porta, e deixei ela falar. Tinha uma satisfação quase mórbida em assistir aquele teatro. Isabella falava como amante