O café da manhã parecia não ter gosto algum. O cheiro de fumaça ainda estava nas minhas roupas, no meu cabelo, na lembrança de tudo que havia se perdido. Eu mexia a colher na xícara de café frio quando ouvi passos firmes se aproximando.
Levantei o olhar e o vi.
Antônio.
Ele parecia exausto, o rosto marcado pela noite sem dormir. As mãos ainda estavam sujas de fuligem, e os olhos — ah, os olhos — traziam aquele misto de dor e arrependimento que eu conhecia bem.
Sem dizer nada, ele puxou uma