A volta para casa foi silenciosa. O motor do carro parecia ecoar cada pensamento não dito, cada medo de que eu ainda não tinha coragem de pronunciar. Já no rancho, sentei-me no sofá da sala, exausta, enquanto meus pais trocavam olhares sérios entre si.
Meu pai foi o primeiro a quebrar o silêncio:
— Precisamos pensar na logística. Quem vai com você, como vamos organizar as coisas por lá.
Olhei para ele, sentindo a garganta arder.
— Pai… eu não sei se consigo. Ir para a capital agora…
Ante