Capítulo 109 - O Colapso

O grito de Antônio cortou o ar como uma lâmina.

— Pai! —

Tudo aconteceu rápido demais.

Bezerra cambaleou, as mãos tremendo, o rosto ficando pálido como mármore. A respiração curta, os olhos perdendo o foco. Tentou se apoiar na mesa de vidro, mas a força lhe faltou.

Os diretores, atônitos, se levantaram ao mesmo tempo, cadeiras arrastando pelo chão num ruído ensurdecedor. O som de passos apressados e vozes nervosas ecoava pela sala.

Antônio o segurou antes que caísse, mas o velho corpo desabou nos braços do próprio filho — o mesmo filho que ele havia traído.

— Chama uma ambulância! Agora! — gritou Antônio, desesperado, com a voz rouca.

O delegado ordenou aos policiais que abrissem caminho. O ambiente virou um turbilhão de gente — secretárias em prantos, diretores murmurando entre si, a tensão palpável.

Eu, parada ao fundo, não conseguia respirar.

Tudo aquilo… não era o que eu queria.

A justiça, sim. Mas não assim.

Antônio estava ajoelhado no chão, o pai deitado em seu col
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