Horas se passaram, e nenhuma mensagem, nenhuma ligação de Antônio.
O silêncio era sufocante.
Sentei-me no sofá, abraçando os joelhos, e respirei fundo.
As mãos tremiam levemente, e eu senti o peso de tudo que havíamos feito cair sobre mim.
— Lucas… eu acho que errei — murmurei, a voz quase sumindo.
Ele se sentou ao meu lado, calmo, firme, colocando a mão sobre a minha.
— Erro? Aurora, olha pra mim. — Ele suspirou. — Não, não erramos. Fizemos o certo. Só não podíamos prever que Bezerra pa