O carro segue em silêncio, desde que saimos do hospital.
Minha mãe está no banco de trás com Rigel, e Jade dirige, concentrada na estrada, os olhos fixos no caminho como se não ousasse olhar pelo retrovisor.
Eu estou no banco do passageiro, mas minha cabeça ainda está lá no hospital.
Naquele quarto.
Naquela conversa.
Naquela frase dela:
“Mesmo se eu sentisse algo por você, eu não posso te dar esperança de nada…”
Eu não sei o que doeu mais — ela dizer que não sente… ou o “mesmo se eu sentisse”