A porta mal se fecha atrás de Samuel e Rigel, e já sinto o ar pesar. Marco se move pelo quarto com familiaridade, como se ainda tivesse algum tipo de espaço aqui. Mas não tem. Não mais.
Ele se vira pra mim, encostando-se à parede, os braços cruzados sobre o peito, me observando com aquela intensidade que ele sempre usou pra me ler mas que hoje não me atravessa mais do mesmo jeito.
— Ele está morando com você? — pergunta, direto.
— Não — respondo, firme. — Ele está passando uns dias. É tempor