O uniforme ainda me incomoda um pouco no corpo. Talvez por causa do tempo que passei longe dele. Talvez por tudo o que ele representa agora.
Caminho pelos corredores do quartel como quem volta a um lugar que deixou de pertencer. Os olhares não são hostis, mas também não são acolhedores. São de observação. De julgamento silencioso.
Paro em frente à sala do Tenente Almeida. Respiro fundo e bato na porta.
— Entra — ouço a voz firme lá de dentro.
Abro. O Tenente está à mesa, ao lado do Batista e do