A noite cai devagar, tingindo o céu de azul escuro. As ruas ainda me parecem diferentes, como se tivessem se transformado nos anos em que fiquei fora. Ou talvez quem tenha mudado tenha sido eu.
Estaciono a moto velha que o Batista me emprestou em frente ao boteco de sempre. O letreiro ainda está torto. A calçada, quebrada. Mas o cheiro… o cheiro é o mesmo. Cerveja barata, carne de sol e passado.
Entro, e antes mesmo de localizar a mesa, ouço a risada alta do Diego.
— Aêêê, olha só quem resolveu