A manhã é clara demais para o tanto que meu corpo ainda carrega. O sol invade o quarto do hospital com uma força que contrasta com o que sinto por dentro: um cansaço que não passa, uma inquietação que não me larga.
A pressão já está estabilizada. Os exames não apontaram mais riscos.
Quando a porta do quarto se abre, sei antes mesmo de olhar quem é. O perfume amadeirado, a postura rígida. Otávio entra com passos firmes, como se não estivesse prestes a desmontar por dentro.
— Está pronta? — ele