A sirene para. As portas se abrem com um tranco e o barulho do mundo invade a ambulância. Luzes brancas. Gente apressada. Vozerio. Mãos pegando em mim com cuidado, mas sem pausa. Estou sendo puxada para fora da ambulância e colocada em uma maca, os enfermeiros falando entre si com termos técnicos que eu não consigo acompanhar.
— Pressão alta, cento e oitenta por cento e vinte! — diz uma mulher de jaleco.
— Administra captopril, agora! — outro ordena.
Sinto a picada da agulha no braço, o remédi