O celular vibra na mesa de cabeceira, e o som rasga o silêncio do quarto.
Eu abro os olhos devagar, ainda meio zonzo, e estico o braço pra atender — mas Jade continua dormindo, o corpo tranquilo, o rosto meio escondido sob o travesseiro.
Murilo.
Me sento, coço o rosto e respiro fundo antes de pegar o telefone. Quando olho a tela, vejo que não é só uma ligação perdida. São vinte e duas mensagens.
— Que merda... — murmuro, levantando e indo até o banheiro e pegando uma cueca quando passo pelo