Ouço o barulho do portão fechando e rapidamente me jogo de volta no sofá, tentando parecer o mais natural possível.
Cruzo as pernas, apoio o braço no encosto e ajeito o rosto, tentando esconder o sorriso idiota que insiste em aparecer.
A porta da frente se abre devagar.
Ayla entra primeiro, o cabelo um pouco bagunçado, o casaco meio torto. Murilo vem logo atrás, ajeitando a gola da camisa e tentando parecer compenetrado — uma missão que ele definitivamente falha.
— Oi — ela diz, com a voz um