Meu estômago está embrulhado.
A recepção do tribunal é fria, de mármore e silêncio, o tipo de lugar que parece pesar sobre os ombros da gente mesmo sem dizer uma palavra. Eu me sento num dos bancos duros da sala de espera, com as mãos espalmadas sobre os joelhos, tentando manter minha respiração sob controle. Bruna Paiva, minha nova advogada, está ao meu lado. Ela é firme, centrada, com olhos atentos que não desviam por nada. Sua voz baixa e calculada me orienta:
— Jade, você precisa manter a