Abro a porta de casa e o silêncio me atinge primeiro. Dou dois passos para dentro e Ayla está sentada no sofá, os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos unidas, como se estivesse rezando em silêncio. O cabelo dela está preso num coque bagunçado, e ela usa uma camiseta larga com uma estampa desbotada do Pato Donald. Por um segundo, não sei se entrei na casa certa ou se o tempo resolveu me pregar uma peça.
Mas quando ela levanta o rosto e me vê…
— Puta que pariu — ela solta, com os olhos arreg