O juiz chama o próximo nome e meu coração aperta quando ouço:
— Murilo Portulla.
Ele se levanta do banco à minha frente. Não preciso me virar para saber que está nervoso; conheço meu irmão melhor do que ninguém. A gola da camisa social se move sob os dedos dele enquanto ele a ajeita pela quinta vez, como se a formalidade do terno pesasse mais que o passado que está prestes a desenterrar.
Ele caminha até o centro do plenário, passa por mim e, por um instante, nossos olhos se encontram. Eu vejo