Ainda colada no corpo dele, a respiração descompassada e o gosto dele na boca, Clara afastou o rosto apenas o suficiente pra encará-lo. O vento quente do deserto ainda fazia o tecido da tenda dançar, como se assistisse à cena em reverência.
— Patrimônio, Léo? — ela perguntou com um sorriso de canto, voz carregada de deboche. — Tá gamado assim a ponto de sair me colocando no ativo fixo da empresa?
Ele não respondeu de imediato. Deslizou os dedos pela lateral da cintura dela, como se ainda quises