Mundo de ficçãoIniciar sessãoHá seis anos, Nyla Green era a herdeira intocável que tinha o mundo aos seus pés, enquanto Ethan Brooks não passava de um jovem pobre, frio e orgulhoso. Após uma traição do destino, os papéis se inverteram. Hoje, Ethan é um titã da Forbes, movido pelo ódio e pelo desejo de vingança. Nyla, reduzida a uma mãe solo que luta pela sobrevivência, esconde-se nas sombras de sua antiga vida. Ao reencontrá-la, Ethan a encurrala: "Graças a você, me tornei este monstro". Mas a resposta dela é um golpe de realidade: "Sem mim, você ainda não seria nada". Consumida pela perseguição e pela dor de um amor que se tornou veneno, Nyla escolhe o silêncio do oceano, deixando um último recado: "Minha dívida está paga". Anos depois, o homem que jurou destruí-la agora vaga loucamente atrás de qualquer rastro de sua existência. Ethan Brooks descobriu que o poder não compra o fôlego de quem ele amou, e agora, ele está disposto a rastejar diante de um túmulo vazio pelo resto de seus dias.
Ler maisNyla sentia o coração martelar contra as costelas, uma mistura de pânico e desespero. Ela acabara de golpear Flávio com toda a sua força; se Ethan a entregasse de volta, o que a esperava seria um destino pior que a morte. Flávio era conhecido por sua natureza vingativa e não perdoaria a humilhação. O vestido rasgado, que mal cobria seus ombros alvos, era o testemunho mudo da violência de que acabara de escapar.No impulso da sobrevivência, ela se jogou no colo de Ethan, envolvendo seu pescoço e selando seus lábios nos dele com um vigor desesperado. Ela sentiu Ethan agarrar seus pulsos, tentando afastar aquela invasão, mas Nyla implorou com a alma: — Não me deixe... — sua voz era um fio trêmulo de dor.Lágrimas quentes escorreram e encontraram os lábios de Ethan, deixando um rastro salgado. Ele deveria sentir o triunfo da vingança ao vê-la assim, tão humilhada e quebrada. No entanto, aquele gosto amargo das lágrimas dela fez seu peito apertar de uma forma que ele não conseguia explica
Nyla não era ingênua. O instinto de sobrevivência, aguçado por anos de luta para proteger Charlote, disparou um alerta vermelho em sua mente. Sem perder tempo, ela guardou o violino e caminhou apressada em direção à saída. — Flávio, com sua licença — disse ela, tentando manter a voz firme.Mas, ao tocar a maçaneta, dois guarda-costas postados à porta cruzaram os braços, bloqueando sua passagem como muralhas de ferro. Flávio soltou uma risada seca, recostando-se no sofá com um ar de triunfo. — Senhorita Green, você não ouviu bem? Ethan Brooks a entregou a mim. Ele lavou as mãos.Nyla apertou a alça do violino com tanta força que os nós de seus dedos ficaram brancos. Ela forçou um sorriso gélido, buscando lógica onde só havia crueldade. — Flávio, que tipo de piada é essa? O próprio Presidente Brooks deixou claro que sou apenas uma "ex". Como tal, ele não tem direito algum sobre mim, muito menos o de me entregar a quem quer que seja.— Nyla, não ouse recusar uma oferta educada para dep
O silêncio de Ethan Brooks era absoluto. Mesmo com o clima pesado na sala, ele sequer erguia o olhar das cartas, mantendo o rosto tão impassível quanto a superfície de um lago congelado. Ronan, percebendo que o impasse estava se tornando insuportável, tentou mudar o rumo da conversa.— Não vamos nos prender a assuntos desagradáveis — sugeriu ele. — Já que o destino nos reuniu, Nyla, por que você não canta algo para nós?Flávio estalou os dedos, com um sorriso carregado de segundas intenções.— Ouvi dizer que a senhorita Green era a joia da radiodifusão na Universidade. Dizem que sua voz é capaz de acalmar qualquer alma. Se você conseguir agradar o Sr. Brooks hoje, assinarei este contrato. Considere isso como um perdão por nossas dívidas passadas.Nyla, mantendo a graça mesmo sob humilhação, perguntou calmamente:— Que música gostariam de ouvir?Bryan, num gesto de falsa reverência, passou a bola para o homem na frente da mesa.— Hoje, a preferência é do Sr. Brooks.— Façam o que quis
Ethan , cético por natureza, arqueou uma sobrancelha. — Uma memória tão boa assim para uma criança? — Sim! A mamãe diz que eu puxei ao meu pai nesse aspecto. Ela diz que ele era um gênio! — Charlote inflou o peito, cheia de orgulho.A menção ao "gênio falecido" despertou uma curiosidade passageira em Ethan. Seria apenas o orgulho infantil de uma filha ou aquela garotinha era realmente especial? Num impulso, movido por um desejo súbito de testá-la, ele recitou seu número de telefone pessoal em um ritmo rápido. — Entendeu? — desafiou ele. O "pequeno bolinho" assentiu com uma seriedade adorável: — Entendi tudo, tio! Agora é só esperar que eu vou te apresentar uma moça linda!Ethan olhou para o relógio de pulso. Já passava da hora de ir. Ele havia "desperdiçado" vinte minutos conversando com uma estranha, algo impensável na sua rotina milimetricamente planejada. Ele se levantou e deu um tapinha carinhoso na cabeça da menina. — Estou indo agora. Volte para o seu quarto, pequena. — Adeus, t
"Encontrem o mais rápido possível um cirurgião cardíaco renomado para realizar uma cirurgia de ponte de safena no meu pai, só isso."Ethan Brooks estava parado perto da janela falando ao telefone com seu assistente quando uma pequena bolinha correu de repente em sua direção, olhando para ele com seus grandes olhos lacrimejantes e lábios franzidos.Logo em seguida, os guarda-costas se aproximaram e tentaram afastar o menininha desconhecida.Sem hesitar, a menina correu e agarrou as calças de Ethan Brooks com suas mãos pequenas. — Tio, por favor! Eu não sou uma pessoa má, não deixe eles me pegarem! — implorou ela, com os olhos arregalados.Ethan estancou, surpreso. Ao baixar o olhar e ver que se tratava apenas de uma criança pequena, sem qualquer sinal de ameaça, ele fez um breve sinal para que seu guarda-costas recuasse. — Aconteceu alguma coisa com você? — perguntou ele, a voz mantendo um tom neutro, mas sem a rispidez habitual.— Eu estou bem, tio! É que você é tão bonito... posso c
Na manhã seguinte, assim que soube que Charlote estava internada, Kezia não perdeu um segundo. Ela atravessou os corredores do hospital em disparada para visitar a pequena, carregando uma sacola gigante, transbordando de lanches e brinquedos.— Ah, meu Deus! Minha pequena Charlote, você emagreceu tanto que eu mal posso acreditar! — exclamou Kezia, entrando no quarto como um furacão. — Madrinha! — a pequena gritou, com os olhos brilhando.Desde que Charlote nasceu, Kezia a assumira como sua afilhada oficial, e o vínculo entre as duas era inquebrável. — Venha cá, dê um beijo na sua madrinha! Coitadinha, as mãozinhas dela estão todas inchadas por causa do soro!No auge da sua empolgação, Kezia acabou apertando o rosto de Charlote com tanta força que a menina soltou um gritinho: — Madrinha! Você é entusiasmada demais! Meu rosto está doendo! — Desculpe, meu amor, desculpe! — Kezia riu, tentando se controlar. — Veja só quanta comida e quantos brinquedos eu trouxe. Você gostou?Nyla Green, o










Último capítulo