Mundo de ficçãoIniciar sessãoHá seis anos, Nyla Green era a herdeira intocável que tinha o mundo aos seus pés, enquanto Ethan Brooks não passava de um jovem pobre, frio e orgulhoso. Após uma traição do destino, os papéis se inverteram. Hoje, Ethan é um titã da Forbes, movido pelo ódio e pelo desejo de vingança. Nyla, reduzida a uma mãe solo que luta pela sobrevivência, esconde-se nas sombras de sua antiga vida. Ao reencontrá-la, Ethan a encurrala: "Graças a você, me tornei este monstro". Mas a resposta dela é um golpe de realidade: "Sem mim, você ainda não seria nada". Consumida pela perseguição e pela dor de um amor que se tornou veneno, Nyla escolhe o silêncio do oceano, deixando um último recado: "Minha dívida está paga". Anos depois, o homem que jurou destruí-la agora vaga loucamente atrás de qualquer rastro de sua existência. Ethan Brooks descobriu que o poder não compra o fôlego de quem ele amou, e agora, ele está disposto a rastejar diante de um túmulo vazio pelo resto de seus dias.
Ler mais— "Ficaremos juntos para sempre, Ethan?"
Nyla Green, aos dezoito anos e com o rosto banhado por um rubor juvenil, aconchegou-se nos braços de Ethan Brooks. Ela o olhava com um amor que transbordava, puro e absoluto.
A resposta do homem veio em uma única palavra, curta e definitiva:
— "Para sempre."
Seu olhar, profundo e penetrante, fixou-se nas feições delicadas e luminosas da garota. Subitamente, o aperto de seus braços se intensificou, carregado de uma possessividade latente.
— Ai! — Nyla protestou baixinho, pressionando um dedo contra as costas dele. Suas pontas dos dedos encontraram a resistência dos músculos firmes e longos daquele braço que a envolvia.
Apesar da leve dor, ela sorriu. Um sorriso doce, entregue. — "Ethan Brooks, eu te amo."
Ele inclinou-se para beijar delicadamente o rastro das lágrimas nos cantos dos olhos dela, mas logo a abraçou com uma força quase esmagadora. Sua voz, profunda e dominadora, sussurrou contra o ouvido dela: — "Nyla, você sempre será minha."
Ela o enlaçou pelo pescoço, aninhando-se como uma pequena sereia que descobria o amor pela primeira vez. Naquele momento, seu sorriso era como uma flor desabrochando. Mal sabia ela que, naquele universo, o "para sempre" era apenas a unidade de medida para a paixão de um instante.
......
Meses depois.
O silêncio na sala de tribunal era solene, quase sufocante.
— "Testemunha Nyla Green, na noite de 6 de junho, a senhora esteve com o réu, Ethan Brooks, o tempo todo?"
A data queimava na memória de Nyla. 6 de junho, o dia em que completara dezoito anos. Em vez de uma festa luxuosa com a família, ela escolhera passar cada segundo no pequeno quarto alugado de Ethan.
Ela jamais esqueceria aquele amor obsessivo, devastador. Foi a primeira vez que viu Ethan demonstrar vulnerabilidade por ela, mas também foi a noite em que ele, perdendo o controle, a magoou repetidas vezes em meio ao fervor.
Nyla ergueu os olhos lentamente para o banco dos réus. Ethan vestia o uniforme azul de presidiário. O rosto belo estava marcado pelo cansaço, os olhos escuros injetados de sangue. Mas, ao encontrarem os dela, aqueles olhos ainda transbordavam uma ternura infinita.
Em apenas uma semana de detenção, ele havia definhado. Parecia desgrenhado, exausto, mas sua presença ainda era magnética. Ethan Brooks, o prodígio de origem humilde com dupla graduação em finanças e direito, o homem cujo futuro era descrito por mentores como um talento "único em um século". Sua mente para o mercado de ações era implacável; seu destino deveria ser o topo do mundo.
Agora, vê-lo ali causava em Nyla uma dor lancinante, como se seu coração estivesse sendo retalhado.
— "Testemunha Nyla Green!" — a voz do juiz ecoou. — "Às 22h do dia 6 de junho, a senhora confirma ter visto o réu dirigindo o veículo de placa PTA6688?"
O Mercedes preto que tirou a vida de Orlando Pratz.
O tribunal mergulhou em um vácuo. Um minuto... dois... três.
Estrondo. O juiz bateu o martelo, a paciência se esgotando. — "Testemunha, responda à pergunta!"
Nyla sentia o peso do mundo. Naquela noite trágica, fora seu meio-irmão, Bryan, quem atropelara o homem e fugira sem prestar socorro nas redondezas de Ulares. Para proteger o herdeiro legítimo, seu pai Luis Green não hesitou: incriminou o filho do motorista da família Ethan.
Ethan se recusara a confessar um crime que não cometeu. Então, o pai de Nyla usou sua última carta: a vida da mãe biológica dela. Menos de seis meses após sua mãe cair da escada e ser condenada ao estado vegetativo, o pai trouxera a amante e Bryan para dentro de casa.
A ordem era clara: Nyla deveria apontar Ethan como o assassino. Se não obedecesse, o suporte vital de sua mãe seria desligado. O fluido que a mantinha viva era o preço da liberdade de Ethan.
Nyla Green sentiu o ar escapar de seus pulmões. Ela não tinha escolha. Evitando o olhar que queimava em sua direção, ela encarou o juiz e pronunciou cada palavra como se estivesse engolindo vidro:
— Sim. Às 22h do dia 6 de junho, eu estava no banco do passageiro do carro de Ethan Brooks. Eu vi... com meus próprios olhos... ele atropelar e matar aquela pessoa.
No banco dos réus, o corpo de Ethan enrijeceu instantaneamente. A pouca luz que ainda restava em seus olhos extinguiu-se, dando lugar a um vazio abissal.
— Réu Ethan Brooks — a voz do juiz ecoou pelo recinto — tem algo a declarar diante do testemunho?
Ethan não desviou o olhar de Nyla. Seus olhos, injetados de sangue, tornaram-se frios como uma geleira eterna. Um sorriso desesperado e carregado de um ódio amargo surgiu em seus lábios. Ele respondeu, cada sílaba carregada de um peso mortal:
— Não tenho nada a dizer.
O mundo inteiro poderia tê-lo traído e ele teria suportado. Mas por que tinha que ser ela? Por que Nyla Green, a única pessoa por quem ele daria a vida, era quem o enterrava vivo?
O martelo bateu, selando o destino de ambos.
— O réu, Ethan Brooks, é condenado a três anos de prisão e ao pagamento de uma multa de R$500.000,00 reais.
Enquanto era escoltado pelos guardas, Ethan virou o rosto uma última vez. A ternura de antes fora substituída por um ódio implacável que atravessou a alma de Nyla. Ela sabia: naquele momento, o homem que ela amava havia morrido, e um estranho nascera em seu lugar.
.....
Três dias depois, o frio vidro da sala de visitas separava dois mundos agora irreconciliáveis.
— Ethan, por favor... eu encontrarei uma forma de tirar você daí o mais rápido possível! — Nyla implorou, as mãos pressionadas contra o painel gelado.
Ethan soltou uma risada gélida, um som que não lembrava em nada o homem que a abraçava. — Nyla Green, acabou. Você pode parar com o teatro. De agora em diante, você retoma seu lugar como a herdeira intocável da família Green, e eu apodreço aqui como o criminoso que você criou.
— Sinto muito, Ethan... me perdoa... — As lágrimas lavavam seu rosto, e a dor no peito era tão aguda que ela mal conseguia respirar.
Em um gesto lento, Ethan tirou um pequeno caderno do bolso do uniforme. Era um retrato dele que ela havia desenhado em segredo, um registro de dias em que o futuro ainda brilhava. Com seus dedos longos e finos, ele rasgou o papel em pedaços minúsculos, sem desviar os olhos dela.
— Não existe mais "nós", Nyla. E a culpa é sua.
Os guardas o puxaram para se levantar. A cada passo que ele dava em direção à cela, ele pisava nos fragmentos do desenho, esmagando o que restava do coração de Nyla sob suas botas pesadas.
— Ethan! — ela gritou, a voz falhando em um soluço desesperado.
Ele nunca olhou para trás.
Sozinha na sala vazia, Nyla cobriu a boca, as palavras saindo em um sussurro que ele jamais ouviria: — Eu estou grávida, Ethan... nós teremos um filho.
No segundo seguinte, uma pontada violenta atingiu o baixo ventre. Ela baixou o olhar, aterrorizada, enquanto o vermelho vivo manchava impiedosamente o tecido branco de sua calça.
Quando os olhares deles se encontraram, havia uma intensidade no dele que fez o coração de Nyla disparar.Ethan passou o braço em volta da cintura dela:— Quer ir pra casa comigo?Só tinham quatorze dias. Ele não queria que ela desperdiçasse nem um deles com pessoas irrelevantes.Como, por exemplo, o Rhoda do lado de fora da porta.....Do lado de fora:— Nyla? Você tá aí?Nyla, ainda no banheiro, respondeu:— O que foi?— A gente tá planejando dar uma volta de bicicleta pela costa pra aproveitar o dia. Quer vir?Antes que ela pudesse responder, Ethan se inclinou, os lábios roçando a orelha dela, a voz rouca e baixa:— Dispensa ele.O calor da respiração dele entrou direto no ouvido dela como uma corrente elétrica — e Nyla sentiu a coceira se espalhar das orelhas até a ponta dos dedos, varrendo o corpo inteiro.Ele não tinha feito nada de errado. Mas ela estava completamente sem forças só com isso.Esse gosto... é instintivo. É físico. É difícil de ignorar.Mas quanto mais perto ela s
— O quê?! Ethan, você...Os convidados à mesa do almoço ficaram completamente paralisados.Em contraste com o choque geral, Ethan estava estranhamente tranquilo — e ainda completou, com aquela voz calma de sempre:— Fui eu que bati na porta lá pelas quatro da manhã.Nyla ficou boquiaberta. Ele veio ontem à noite?O primeiro convidado homem perguntou sem rodeios:— Então, Ethan... onde você dormiu ontem à noite?— Na cabana três.— Que seria... a cabana da Nyla?Ethan respondeu com um leve aceno:— Isso.Nyla tomou um gole de água e quase se engasgou.— Tosse, tosse, tosse...Todo mundo estava morrendo por dentro — isso pode ser dito assim, na cara dura, na frente das câmeras?!Aí Ethan fez uma pausa, olhou pra mesa com aquele sorriso frio e sem calor, e disse:— Brincadeira.Todos:...Ufa.Essa piada foi longe demais.Nyla soltou o ar que estava prendendo.A primeira convidada, no entanto, estava completamente convicta de que havia algo entre o observador e a Nyla — algo fora do rotei
Ela olhou para aquela peça íntima masculina e teve a certeza de que havia um pervertido na casa.Na véspera, ao meio-dia, tinha pedido uma marmita e eles tinham incluído um par de luvas descartáveis na sacola.Nyla calçou uma das luvas, pegou a cueca com dois dedos e, com toda a repulsa do mundo, jogou na lixeira.Depois disso, lavou as mãos por um bom tempo.Ela nem conseguiu comer o café da manhã que Rhoda tinha trazido.Rhoda sempre pareceu uma pessoa normal, decente, respeitável. Será que ele estava escondendo sua verdadeira face, ou ela tinha interpretado tudo errado?Se era mal-entendido, então o que explicava aquela cueca masculina de origem desconhecida?.....Às dez da manhã, Nyla foi levada ao Pátio nº 1 pelas outras participantes.O programa tinha seis convidados no total: três homens e três mulheres.Os seis estavam ocupados preparando o almoço.Nyla ficou responsável por fritar os bifes.Rodda tinha trazido um avental, mas Nyla estava limpando o sangue da carne e suas mão
Nyla cuspiu o remédio para febre e limpou os lábios com o dorso da mão, fazendo uma careta. — Que nojo!Esse Rodda vivia se passando por cavalheiro, mas ela jamais imaginou que ele seria capaz de se aproveitar de alguém em apuros.Ela estava doente, sem forças para se defender, mas também não podia ficar ali esperando a morte — cadê a equipe de produção? Estavam dormindo? Por que não faziam nada? Será que a lei tinha deixado de existir?Nyla estava tão furiosa que teve vontade de chorar.Uma leve sensação de frio pousou em suas têmporas.Ela estava testando a paciência dele de todas as formas possíveis.Se ele não tivesse tomado alguns comprimidos de carbonato de lítio antes para controlar o temperamento, provavelmente já teria torcido o pescoço dela.Ele pegou outro comprimido para baixar a febre, mas desta vez não o ofereceu da mesma forma.Seus dedos frios e brancos apertaram o queixo dela, obrigando-a a engolir.Nyla se debateu com o pouco de força que tinha: — Rodda, me solta...
Último capítulo