Havia uma paz inesperada no som dos talheres batendo suavemente contra a porcelana, nas risadas abafadas que ecoavam pela varanda e no cheiro do pão de queijo que Luna insistia em fazer do seu jeito — queimada a borda, macia por dentro.
Caio observava aquela cena com um sorriso discreto. A mansão, por tanto tempo um lugar frio, agora parecia ter sido tocada pelo sol. Havia almofadas coloridas nas poltronas, plantas penduradas em cordões de sisal, livros nos degraus da escada. Mas era Luna o que