DOMENICO
Os olhos verdes de seu pai.
A precisão nos passos de sua mãe.
Mas ninguém — ninguém — jamais soube dizer quem Domenico Santorini realmente era.
Aos 18 anos, ele andava como quem já sabia o caminho que teria que trilhar, mesmo sem enxergá-lo com clareza. Era discreto, inteligente, observador. Estudara em Roma, Paris, Tóquio — não pela educação, mas pelas conexões. Falava quatro idiomas. Sabia usar armas desde os doze, embora preferisse silêncio à violência.
E hoje… voltava para casa.
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