DOMENICO
Era quase meia-noite quando ele encontrou o envelope.
Nenhum barulho. Nenhuma entrega registrada. Nenhuma movimentação nos sensores da mansão. Ainda assim, ele estava ali — sobre a escrivaninha do quarto de Domenico, como se tivesse sido deixado pela própria sombra.
O papel era negro. A cera que selava, vermelha. O símbolo: uma adaga atravessando dois triângulos invertidos — um sinal antigo da Camorra extinta.
Ele rompeu o selo.
> “O sangue reconhece o sangue.
Venha sozinho.
Vila das O