CAPÍTULO-22

BARCELONA – PRAÇA DOS SILENCIADOS – 09h10

As ruas estavam mais calmas. Não como antes — com medo ou indiferença. Agora, as pessoas caminhavam em silêncio para ouvir.

No centro da praça, uma estátua recém-erguida: uma mulher com um espelho rachado ao peito e uma chama delicada nas mãos. Nenhuma placa. Nenhum nome.

Ao pé da estátua, alguém havia escrito com giz:

“Por quem morreu lembrando, e por quem vive para não esquecer.”

GENEBRA – SEDE V.O.C.E. – 10h45

Leonardo cruzava os corredores em silê
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