Eu estava nervosa. Não sabia explicar por quê, talvez fosse o peso de tudo, a solidão disfarçada de força, ou só o medo do que ainda viria. Mas assim que entrei na sala de exames e vi o doutor Rafael, senti algo estranho... uma calma desconfiada. Ele era sempre sério, direto, mas havia uma gentileza silenciosa no jeito como falava comigo. E naquele dia, parecia ainda mais atento.
— Isabela, você precisa se alimentar melhor. — ele disse, com a voz firme, mas sem dureza. — Não adianta fugir da r