Saí do quartinho ajeitando a bermuda, ainda com o suor grudado na pele e o gosto da traição preso na língua. Eu estava zonzo. Corpo leve, mas cabeça pesada. Só que a ilusão durou pouco.
Os gritos vieram como tiro no peito.
— SUA PUTA! — era a voz da Isabela, carregada de ódio.
— TÁ RINDO DO QUÊ, SUA VACA? — outra voz junto. Gabriela.
Meus passos aceleraram. Virei o corredor na hora que vi a cena, as duas em cima de Fatinha, descendo a porrada sem dó. A galera toda parada, filmando, rindo, f