Dias se passaram, mas a dor não cedia. Não era só dor, era humilhação. Era raiva crua, misturada com um gosto amargo de vergonha. Eu virei assunto no morro. Meu nome virou sinônimo de piada, sussurrado em voz baixa nas rodas de fofoca. Como se meu sofrimento fosse entretenimento gratuito.
Ele me traiu no baile. No maldito baile. Na frente de todo mundo. Como se eu fosse só mais uma, descartável, sem valor. Como se eu não tivesse entregue tudo a ele. Corpo, tempo, alma. Playboy me jogou na lama