Isabela Andrade
O silêncio na cozinha era confortável… ou talvez apenas mascarasse o turbilhão que eu sentia por dentro. A cada vez que olhava para Matheo, eu me lembrava do momento em que, sem pensar, levei aquele pedaço de tapioca até a boca dele. Foi rápido, mas intenso.
Ele terminou as panquecas sem pressa, e eu também terminei a minha refeição. Ao empurrar levemente o prato para frente, ele ergueu uma sobrancelha e abriu aquele sorriso lento e irritante que sempre me deixava em alerta.
—