O dia seguinte amanheceu com uma luz pálida filtrando pelas cortinas do hotel, como se o mundo soubesse que Evelyn precisaria de delicadeza para atravessar aquelas horas.
Ela se vestiu sem pressa — jeans, camiseta preta, cabelo preso em um coque malfeito. Não usou maquiagem. Não queria armaduras. Queria sentir. Queria ver tudo com os próprios olhos, sem filtros.
Antes de sair, ela abriu novamente o caderno de Benjamin. Leu as últimas linhas da carta, que já conhecia de cor:
“Se você chegou até