Mundo de ficçãoIniciar sessãoKatherine Salles sempre acreditou no amor , até que um dia tudo isso caí por terra. Quando ela estava em uma social na casa da sua melhor amiga, a mesma recebeu uma mensagem do seu chefe pedindo que ela resolvesse urgentemente um trabalho . Katherine pede o notebook emprestado da sua amiga e ali ela encontra fotos comprometedoras dela com o seu noivo . Sem acreditar Katherine arruma um barraco com ela , e então decide terminar o noivado com seu noivo, deixando seus pais insatisfeitos, em decorrência disso Katherine decide sair de casa decidida a passar a noite em um hotel, quando dá de cara com o seu chefe , o tão temido e arrogante Ethan Lancaster . O homem que era capaz de deixá-la irritada somente em olhá-lo , por mais que fosse bonito e irresistivelmente atraente , ele era o verdadeiro karma de Katherine , ela o detestava . Mas o mundo o adorava somente porque ele era o CEO bilionário com o rei na barriga. Katherine jamais imaginou que o seu chefe pudesse lhe fazer uma oferta tão tentadora quanto lhe propor um casamento por contrato, lhe pegando totalmente de surpresa. Um contrato que traria benefícios para ambos . Katherine precisava de dinheiro para pagar as dívidas da empresa da sua família . E Ethan não queria se casar com as mulheres impostas por seu avô. Ele era um homem frio, não acreditava em amor . Achava que todas as mulheres só se aproximavam dele por conta do seu dinheiro. Katherine havia sido magoada e para ela o amor não passava de uma ilusão. O que será que o destino tinha reservado para duas pessoas que se detestavam , mas que tudo isso poderia mudar da noite para o dia ?
Ler maisCAPÍTULO BÔNUS- LILIANChegar ao Rio de Janeiro não foi apenas atravessar uma ponte ou desembarcar em outra cidade.Foi atravessar uma fronteira invisível dentro de mim.Eu estava sentada no banco do passageiro, olhando pela janela do carro de Lorenzo enquanto o sol começava a descer lentamente entre os prédios altos e o mar aparecia ao fundo como uma promessa silenciosa. O Rio tinha um jeito estranho de ser intenso sem pedir licença — o calor, as cores, o barulho, tudo parecia gritar que a vida continuava, mesmo quando por dentro eu ainda me sentia em cacos.Lorenzo dirigia em silêncio, mas de vez em quando lançava um olhar rápido na minha direção, como se quisesse se certificar de que eu ainda estava ali. Eu estava. Fisicamente, pelo menos.Por dentro, ainda havia ecos de medo, lembranças que surgiam sem aviso, como ondas quebrando contra pedras que eu fingia não ver.— Está tudo bem? — ele perguntou, finalmente.Assenti com a cabeça. Não porque estivesse tudo bem, mas porque na
CAPÍTULO BÔNUS- LILIANEu acordei com o corpo sacolejando.Por alguns segundos, achei que ainda estava presa a um pesadelo — mais um entre tantos que vinham me perseguindo desde que meus pais morreram. Mas o cheiro forte de gasolina, o rangido do banco de couro rachado e a dor latejante na cabeça me trouxeram de volta à realidade com brutalidade.Meus pulsos estavam presos.Minha boca… amordaçada.O pânico veio rápido, quente, subindo pelo peito como um incêndio fora de controle.Tentei me mexer, forçar as mãos contra o que quer que estivesse me segurando, mas um braço pesado se moveu ao meu lado.— Fica quieta — uma voz masculina rosnou. — Ou vai ser muito pior.Meu coração disparou com tanta força que achei que fosse romper minhas costelas. Olhei em volta, os olhos ardendo. Eu estava no banco de trás de um carro velho, escuro por dentro, com os vidros fechados. À minha frente, outro homem dirigia, o rosto parcialmente coberto por um boné baixo demais.O que estava ao meu lado seg
CAPÍTULO BÔNUS - LORENZO GANZATELLIEu ainda sentia o gosto de sal na boca quando tudo aconteceu. Suzane surgiu do nada, como sempre fazia quando queria atenção. Eu estava distraído, olhando para o mar, pensando em Lilian — no jeito silencioso dela, no sorriso tímido que aparecia quando ela esquecia por alguns segundos o mundo quebrado que carregava. Foi nesse segundo de distração que Suzane se aproximou demais sem que eu me desse conta, afinal ela era mestra nisso. E então, sem aviso, ela me beijou. Foi rápido, invasivo, e completamente desnecessária - sua marca registrada Meu corpo reagiu antes mesmo da minha mente processar. Empurrei Suzane para trás com firmeza, os dedos ainda tensos, o sangue subindo à cabeça. — Nunca mais faça isso — eu rosnei, a voz baixa, dura, cortante. — Nunca. Ela arregalou os olhos, surpresa, ferida no orgulho. Era uma bela mulher , mas não era a ideal para mim . A conhecia de muitos anos , mas nunca a vi com outros olhos por mais que ela vive
CAPÍTULO BÔNUS - LILIANEu não queria sair. Essa foi a primeira coisa que pensei quando Lorenzo, com aquele jeito calmo e decidido que parecia não aceitar muitas réplicas, disse que tinha chamado uma amiga para me ajudar a comprar roupas novas. Não era só timidez. Era algo mais profundo, mais feio, mais difícil de admitir: eu tinha medo de ocupar espaços que não eram meus. Medo de vitrines brilhantes demais. De espelhos limpos demais. De pessoas que olham e sabem, mesmo sem perguntar, de onde você veio. — Você não tem nada legal pra curtir o dia — ele disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. — E eu vou sair, resolver umas coisas. Depois a gente se encontra pra almoçar. “A gente.” A palavra ficou ecoando na minha cabeça. Eu queria dizer não. Juro que queria. Mas ele tinha sido tão… legal comigo. Gentil sem ser invasivo. Firme sem ser bruto. Me salvou da piscina, da rua, de mim mesma — como é que eu diria não agora? Além disso, eu sabia que minhas roupas não combinavam
CAPÍTULO BÔNUS - LORENZOJá era noite quando o silêncio finalmente tomou conta do quarto. A iluminação baixa do abajur lançava sombras suaves pelas paredes, e foi só então que me permiti parar por um segundo inteiro. Lilian dormia na minha cama, encolhida de lado, como se o próprio corpo tentasse ocupar menos espaço no mundo. Os cabelos escuros espalhados pelo travesseiro, a respiração irregular, ainda marcada por sobressaltos invisíveis. Ela parecia frágil demais para carregar tudo o que carregava. Eu estava na sala interna do hotel, sentado em uma poltrona que custava mais do que muitos carros populares, com um copo de uísque intocado na mão. Newton andava de um lado para o outro, inquieto. Amir estava encostado na parede, braços cruzados, expressão dura, prática. Os dois me encaravam como se eu tivesse enlouquecido. — Então… — Newton quebrou o silêncio, coçando a nuca. — O que você vai fazer com essa garota? A pergunta ecoou mais forte do que deveria. — Eu não sei — respondi c
CAPÍTULO BÔNUS - LILIANEu costumava achar que a palavra desmoronar era exagero. Algo dramático demais para explicar perdas pequenas, dias ruins, frustrações cotidianas. Hoje, sei que não é. Desmoronar é quando tudo o que te sustentava vira pó ao mesmo tempo. É quando não sobra chão, nem teto, nem futuro. Só o vazio. Meu nome é Lilian. E minha vida acabou no dia em que meu pai decidiu apostar o que nunca teve. Ele sempre gostou de jogos. Baralho, apostas clandestinas, qualquer coisa que prometesse dinheiro fácil. Minha mãe brigava, implorava, chorava para que ele saísse dessa vida , mas ele nunca lhe dava ouvidos Eu fingia que não via, que não ouvia os sussurros atravessando as paredes finas da nossa casa, enquanto minha mãe tentava convencê-lo , mas nunca chegavam a lugar algum e esse era o ponto.A gente era pobre, mas era uma pobreza digna. Até deixar de ser. Meu pai era um homem sonhador e foi esse sonho que nos colocou na boca do inferno e de frente com a morte . Ele sem





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