A manhã chegou com um céu limpo e o cheiro salgado do mar entrando pela janela entreaberta. O lençol ao meu redor ainda guardava o calor do corpo de Matheus, mas ele já não estava ali.
Eu o encontrei do lado de fora, sentado na areia, de costas para o sol nascente. Ele não me ouviu chegar, ou fingiu que não ouviu. Apenas olhava para o horizonte, os olhos escondidos sob os cílios longos, a expressão perdida.
— A gente realmente vai embora hoje — falei, em vez de um bom dia.
Ele virou o rosto par