O céu já começava a escurecer quando o carro dele apareceu na frente da casa. Eu estava na varanda, abraçada a uma xícara de chá que minha mãe tinha preparado, sentindo a cerâmica quente entre os dedos como se fosse a única coisa capaz de me manter firme.
Matheus desceu do carro com passos rápidos, mas hesitantes. Carregava nos olhos a mesma preocupação dos últimos dias — aquela mistura de culpa, medo e uma ternura que parecia maior do que ele conseguia entender.
— Oi — disse ele, parando na ca