O sol da manhã entrava pelas janelas da casa, tingindo tudo com uma luz suave e dourada. A caixa de brinquedos estava no canto do cômodo, ao lado dos rolinhos de papel de parede ainda fechados. O cheiro de tinta fresca misturado com café e madeira nova me fazia sorrir. O quarto do bebê estava tomando forma — e junto com ele, uma parte de mim que eu achava que tinha sido apagada para sempre.
Matheus entrou com uma das prateleiras nos braços e um sorriso no rosto.
— Achei a furadeira. Mas você va