Alexander respirou fundo, sentindo o ar frio da manhã preencher-lhe os pulmões como se fosse a última vez. O silêncio entre eles era espesso, quase palpável, como se cada palavra não dita tivesse peso próprio.
O som distante de uma gaivota ecoava como um lembrete cruel do tempo que não parava, cortando o ar com sua melodia áspera e solitária.
Ele então perguntou, com a voz rouca, calma e simpática, mas carregada de uma vulnerabilidade rara:
— Lorena, será que algum dia você conseguiria esquece