Narrado por Bruno
O corredor do hospital respirava em câmera lenta. Por trás das paredes brancas, o Rei lutava pela vida, e ali fora tudo parecia se recusar a se mover. Eu estava sentado num banco de metal, a camisa manchada de sangue seco, as mãos apertando o boné aos joelhos como se fosse um troféu de guerra que eu não merecia ter ganho. De onde eu estava, podia ouvir apenas o eco distante de monitores que bipavam ritmicamente, lembrança amarga de que, dentro daquela sala, cada batida do cor