CAPÍTULO 47
Eu não conseguia parar de andar de um lado para o outro no quarto. O lençol amassado ainda guardava vestígios da noite anterior, e meu corpo, embora já vestido, ainda tremia com as lembranças. Enzo. O filho dos meus padrinhos, meu proibido, meu... tudo. Meus dedos tremiam enquanto tocavam a cortina da janela entreaberta, tentando buscar alguma paz no horizonte de Porto de Galinhas. Mas não havia paz. Só o caos pulsando dentro de mim.
Clarisse estava sentada na cama, me observando co