Narrado por Enzo
A notícia chegou como um tiro mudo: sem som, mas rasgando tudo por dentro. Estávamos no hospital, Maya com a mão apertando a minha, os olhos dela varrendo o corredor vazio. Do outro lado da porta, médicos corriam, enfermeiras cochichavam. O sangue de Bruno ainda quente. A bala mal tinha esfriado. Ele havia tido uma complicação após uma cirurgia.
Então a porta abriu. A médica estava pálida, os olhos fundos de quem já perdeu batalhas demais.
— Perdemos ele.
O chão fugiu debai