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CAPÍTULO 90 — O PRIMEIRO RISCO REAL
Arthur sempre foi um homem paciente — pelo menos depois de mudar, de amadurecer, de aprender com todos os seus erros.
Mas naquela manhã… paciência era a última coisa que ele tinha.
A mensagem anônima tinha chegado às seis e quarenta e três:
“Cuidado com quem ronda sua família.”
Nenhum remetente.
Nenhum detalhe.
Nada além de uma imagem borrada da fachada da escola de Téo — como se tivesse sido tirada escondido, de dentro de um carro.
Arthur gelou.
E agora, sentado em sua sala na empresa, ele olhava fixo para o celular, sentindo o sangue pulsar nos ouvidos. Não precisava de muito para saber que aquilo tinha dois nomes possíveis:
Camila.
Ou Marcos Ferraz.
Ou, pior ainda… os dois juntos.
A porta se abriu devagar. Era seu pai.
— Arthur… já sei da mensagem — disse o homem, entrando com expressão séria e paternal. — Precisamos conversar.
Arthur se levantou imediatamente.
— Não vou deixar isso chegar perto do Téo. Ou da Helena. — Sua vo