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CAPÍTULO 89 — A SOMBRA QUE SE APROXIMA
O dia seguinte começou com um silêncio estranho na casa. Helena acordou antes do despertador, com o coração acelerado, como se seus instintos gritassem algo que ela ainda não conseguia identificar. Ao seu lado, Arthur dormia profundamente, uma mão repousando sobre o espaço onde ela normalmente encostava a cabeça.
Ela observou o rosto dele por alguns segundos.
Mesmo em repouso, Arthur tinha aquele ar firme, protetor, como se fosse capaz de enfrentar o mundo sozinho — mas ela sabia melhor do que ninguém que ele lutava diariamente para manter tudo e todos em segurança. E agora, depois das movimentações recentes, depois do que Camila vinha tentando e do que Marcos Ferraz representava, Helena sentia que algo sinistro se aproximava.
Ela se levantou devagar, caminhando até o quarto de Téo.
Lá dentro, o menino dormia enroscado em seu lençol azul, abraçado ao ursinho que o pai de Arthur tinha lhe dado. Helena sorriu, mas o sorriso não alcançou