CAPÍTULO 85 — O NOME QUE NÃO DEVERIA SER DITO
O resto do dia parecia silencioso demais.
Depois das descobertas que Camila fizera, depois dos rastros que ela deixou escapar como ameaça velada, Helena não conseguiu esconder a inquietação. Tentou manter a rotina, tentou sorrir para Téo durante o jantar, tentou fingir que nada estava errado.
Mas não deu.
Arthur percebeu. Ele sempre percebia.
Depois que Téo foi colocado na cama, dormindo tranquilo como se nada no mundo pudesse tocá-lo, Arthur se aproximou de Helena na sala. Ela estava parada perto da janela, braços cruzados, olhando para o nada.
— Amor — ele chamou, com suavidade — você está estranha desde cedo. O que aconteceu?
Ela respirou fundo, como quem tenta tirar um peso do peito.
— É a Camila… — ela começou, hesitando.
Arthur imediatamente ficou alerta.
— O que ela fez dessa vez?
Helena virou-se para ele, os olhos tensos, inseguros.
— Ela… ela descobriu coisas. Sobre mim. Sobre o meu passado. Sobre… ele.
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