CAPÍTULO 71 — ENTRE ABERTURAS E CUIDADOS
A semana seguinte começou com uma leveza diferente — não exatamente calma, mas cheia de pequenas expectativas silenciosas. O jantar na casa de Helena, com Arthur cozinhando e Téo encantado com a ideia de ter “quase uma família na mesma mesa”, havia deixado ecos nos três.
Na manhã de segunda-feira, Helena acordou mais cedo que o habitual. Precisava entregar um relatório importante, mas a cabeça insistia em revisitar a cena do domingo: Arthur rindo com Téo enquanto alimentava o gatinho do vizinho, o pai de Arthur tentando conversar com Téo sem parecer ansioso demais, e Téo chamando o pai dele de “vovô Ricardo” pela primeira vez… mesmo que meio tímido.
Foi natural, espontâneo e rápido demais para Helena absorver sem tensão.
Ela não conseguiu esconder o aperto no peito.
Ela não tinha medo de Arthur.
Não tinha medo de amar de novo.
Tinha medo era de Téo se machucar.
Mas agora… parecia que a aproximação estava vindo do jeito certo. Le