CAPÍTULO 72 — O PRIMEIRO PASSO
Dois dias depois.
A casa estava silenciosa depois que Théo finalmente adormeceu. Arthur havia lido duas histórias, feito vozes engraçadas, e Helena observava tudo com uma sensação quente no peito — um misto de gratidão e nervoso que ela não conseguiria explicar nem se tentasse.
Quando o menino caiu no sono profundo, Arthur o ajeitou com cuidado, como se fosse cristal. Helena ficou na porta, encostada no batente, assistindo à cena com o coração acelerado.
Antes, essa visão mexeria com ela por motivos caóticos. Agora… mexia de um jeito completamente diferente. Um jeito sereno, maduro, cheio de futuro.
Arthur se levantou devagar, apagou o abajur e caminhou até ela, falando baixinho:
— Ele está exausto. Acho que hoje foi um dia cheio para ele.
Helena sorriu.
— Ele sempre fica animado quando sabe que você vai buscá-lo na escola. — Ela riu baixinho. — Ele fica tentando adivinhar qual história você vai inventar.
Arthur abaixou os olhos, sorrin