CAPÍTULO 102 — REDOBRAR AS DEFESAS
A notícia da gravidez de Helena ainda parecia um eco suspenso no ar.
Arthur não conseguia parar de olhar para as mãos dela, para o brilho novo nos olhos, para o sorriso tímido que surgia e desaparecia como se ela mesma ainda estivesse tentando acreditar.
Ele a segurava como se ela fosse de cristal — e ela ria disso, mesmo com o coração disparado.
Naquela manhã, ainda no hospital, depois de conversar com a médica sobre repouso, alimentação e exames de acompanhamento, Arthur tomou a decisão que já estava rondando sua mente no caminho até ali:
A partir daquele momento, nada e ninguém chegaria perto de sua família.
Nada.
— Helena, eu vou reforçar a segurança — ele disse enquanto entravam no carro. — Não é exagero. É necessidade.
— Arthur… — ela apertou levemente a mão dele — eu sei que você está preocupado. Eu também estou. Mas vamos fazer isso com calma, tá? Eu não quero você desesperado por minha causa.
Ele respirou fundo.
— Não é desespero.