Capítulo 39

Melinda.

Me jogaram num quarto e me separaram da Luna.

– Me entreguem minha filha! – eu gritei, desesperada.

– Se tu fizer por onde, talvez a gente devolva ela – um deles disse.

Eu já estava surtando quando ele voltou e me entregou um telefone.

Ligação:

– Tá gostando da hospitalidade? – a voz do Rodrigo veio carregada de deboche. Só isso já me deu raiva.

– Cara, eu vou te matar quando eu sair daqui! – falei, encarando o brutamonte que tava me comendo com os olhos.

– Desde quando morta mata alguém? – ele gargalhou.

– Filho da puta! Eu vou fazer esse jogo virar e tu vai virar picadinho pros porcos comerem! – gritei chorando.

– Hahaha… tu bem achou que eu ia esquecer o par de chifre que tu me botou, né, sua vagabunda? – ele explodiu.

– Coloquei, e bem gostoso. Tu não imagina.

Droga. Eu realmente não seguro a minha língua.

Silêncio. Depois, o ódio na voz dele:

– Sua filha da puta! Aproveita bem o pesadelo.

– Pesadelo? – murmurei; o brutamonte riu.

– O chefe, ele disse, ainda rindo.

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