Melinda.
Me jogaram num quarto e me separaram da Luna.
– Me entreguem minha filha! – eu gritei, desesperada.
– Se tu fizer por onde, talvez a gente devolva ela – um deles disse.
Eu já estava surtando quando ele voltou e me entregou um telefone.
Ligação:
– Tá gostando da hospitalidade? – a voz do Rodrigo veio carregada de deboche. Só isso já me deu raiva.
– Cara, eu vou te matar quando eu sair daqui! – falei, encarando o brutamonte que tava me comendo com os olhos.
– Desde quando morta mata alguém? – ele gargalhou.
– Filho da puta! Eu vou fazer esse jogo virar e tu vai virar picadinho pros porcos comerem! – gritei chorando.
– Hahaha… tu bem achou que eu ia esquecer o par de chifre que tu me botou, né, sua vagabunda? – ele explodiu.
– Coloquei, e bem gostoso. Tu não imagina.
Droga. Eu realmente não seguro a minha língua.
Silêncio. Depois, o ódio na voz dele:
– Sua filha da puta! Aproveita bem o pesadelo.
– Pesadelo? – murmurei; o brutamonte riu.
– O chefe, ele disse, ainda rindo.
Arrega