Pablo.
Eu fico puto quando não sei das porras que acontecem. A raiva já tava queimando meu peito, e pra aliviar eu queria botar a culpa em alguém—sobrou pra Melinda.
– A culpa é tua. – Júlia falou.
– Se tu abrir a boca de novo, eu perco a paciência. – rosnei.
Tales pegou o celular.
– Liguei pro Fábio. Ele achou uma chamada do Martinez com um cara. Vai mandar o áudio. – disse.
Ele colocou no viva-voz. O sangue gelou no meu corpo.
– Ele entregou a Melinda por causa daquela tatuagem? – perguntei.
– Ele deixou explícito. – Tales confirmou.
– Filho da puta do Martinez. – falei cerrando o punho.
Tales ficou mexendo no celular.
– Boladão… olha isso. O cara é líder de um cartel no México. Cruel pra caralho. Posso dizer que ele é um Boladão mexicano. – ele riu.
– Não me compara, caralho! – rebati.
– Ele tem uma casa de show e… puta merda… – Tales arregalou os olhos.
– Qual foi?
– Ele tem tipo… um harém. – ele falou.
Júlia se meteu:
– Esse tanto de mulher é dele?
– Nunca que vou deixar a Melind