— O que você está fazendo aqui!? — Alerrandro exclamou, a voz carregada de surpresa e irritação. Ele olhou para dentro do apartamento, como se esperasse encontrar alguém atrás dela, depois voltou o olhar para a porta, onde Verônica permanecia parada, imóvel, com o semblante desfeito.
— Olha o horário! O que quer agora? — continuou, o tom mais duro, mas hesitante ao perceber o estado da moça. Os olhos dele percorreram o corpo dela: os cabelos desgrenhados caíam sobre os ombros, a alça do vestido escorregava, revelando parte da pele pálida. O batom estava borrado, a maquiagem manchada como se tivesse chorado por horas.
Verônica não respondeu. Apenas deixou a bolsa pequena escorregar de seus dedos e cair no chão com um som seco. As lágrimas começaram a escorrer lentamente, silenciosas, como se cada gota carregasse um peso que ela não conseguia mais sustentar. Alerrandro olhou para a bolsa caída, depois para o rosto dela — e algo dentro dele se quebrou.
— Eu... Eu... — murmurou Verônica,