— Pode contar, Lorena... — disse Alerrandro, com a voz baixa, mas firme. Ele semicerrava o olho esquerdo, como se tentasse decifrar um enigma escondido no rosto dela. — Você está querendo me dizer isso já tem um tempo. Quero que me conte agora.
Ele soltou Milena com delicadeza, como quem libera algo frágil. Seus olhos ainda estavam cravados nela, atentos, como se cada microexpressão pudesse revelar uma verdade. Caminhou lentamente até a estante próxima ao sofá, os passos pesados ecoando no silê