Milena estava na sala de Alerrandro, os olhos percorrendo cada detalhe com encantamento. O ambiente exalava sofisticação e ordem, estantes de madeira escura repletas de livros bem alinhados, com pilhas de papéis dispostas com precisão quase matemática.
Ela deslizou os dedos com delicadeza pelas lombadas dos livros, como se pudesse absorver um pouco da essência daquele lugar só pelo toque.
— Seu escritório é lindo... — disse, com um sorriso suave, virando-se para ele com os olhos brilhando de admiração.
Alerrandro, que a observava com ternura da porta, respondeu com a voz baixa e envolvente:
— Fique à vontade, amor.
Milena caminhou até ele com passos leves, como se não quisesse perturbar a harmonia do ambiente.
— Obrigada... Alê — murmurou, pousando a mão em seu peito, sentindo o calor que emanava dali.
Para Alerrandro, Milena era como um sopro de ar fresco. Nela, encontrara tudo o que Lorena jamais lhe oferecera: integridade, doçura, um carinho genuíno que não exigia nada em troca. E