O primeiro dia sem Enrico começou como qualquer outro — pelo menos, na superfície.
Cecília acordou cedo, tomou banho e se arrumou para o trabalho, tentando ignorar o silêncio diferente do apartamento. Estava acostumada com a presença dele: o som da cafeteira funcionando, a toalha jogada de qualquer jeito no banheiro, a voz grave desejando “bom dia”. Sem ele ali, tudo parecia mais amplo e mais quieto do que de costume.
Na rua, o ar fresco da manhã ajudou a espantar a estranheza. Ela colocou os f