Os dias seguintes correram num ritmo calmo, quase previsível.
A casa parecia respirar outro ar — mais leve, mais vivo. Aurora, com seus movimentos pequenos e seus sons delicados, era o centro de tudo.
Cecília passava horas observando-a dormir, tentando decorar cada traço, cada suspiro. Às vezes, perdia a noção do tempo.
Enrico mantinha uma rotina silenciosa, dividindo-se entre o trabalho e os cuidados com as duas.
Transformara o escritório de casa em refúgio, de onde só saía quando Aurora chora