O sol brilhava alto, refletindo nos vidros do shopping e nos carros alinhados no estacionamento, mas nada disso diminuía a tempestade que queimava dentro de Enrico. O céu azul parecia zombar dele, como se o mundo inteiro tivesse decidido continuar girando normalmente enquanto dentro dele tudo desmoronava.
Estacionou o carro com um gesto brusco, os dedos firmes demais no volante, as juntas esbranquiçadas pela força. Respirou fundo — uma, duas vezes — tentando, em vão, conter a fera que rugia em